RITIDOPLASTIA OU FACE LIFTING (PLÁSTICA FACIAL/PESCOÇO)

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No processo de envelhecimento, a face e o pescoço podem apresentar flacidez muscular, excesso de pele e presença de rugas.

Com o passar dos anos, a face não apenas cai. Há também a atrofia muscular e a reabsorção óssea. O objetivo da cirurgia é, dentro do possível, devolver esse posicionamento e volume, sendo necessário, em muitos casos, o uso de outras técnicas não cirúrgicas, como, por exemplo, o peeling ou mesmo preenchimentos.

Como em todo procedimento cirúrgico, existem riscos e limitações que devem ser amplamente discutidos na consulta para que você possa ter uma visão consciente, e realista, dos possíveis resultados.

1. QUAL A IDADE IDEAL PARA OPERAR AS RUGAS FACIAIS?
Não existe uma idade ideal, mas, sim, a oportunidade ideal, que é determinada pelo aparecimento do defeito a ser corrigido. Como já foi manifestada anteriormente, a primeira ação cirúrgica para o rejuvenescimento facial deve ser a blefaroplastia (plástica das pálpebras), geralmente indicada ao redor dos 40 anos de idade. A partir dos 45 anos, em geral, inicia-se o processo de queda das estruturas faciais – com flacidez de pele e músculos em maior ou menor escala – que, a critério de uma avaliação adequada, pode inspirar um tratamento cirúrgico. Conhecidos esses parâmetros gerais, cada caso deve ser analisado em particular para se estabelecer o melhor cronograma para a cirurgia e demais tratamentos.

2. AS CICATRIZES SÃO VISÍVEIS? ONDE SE LOCALIZAM?
A ritidoplastia pretende ressecar e redirecionar a pele e os músculos acometidos pela flacidez, e isso só é possível através de incisões e descolamentos que deixam cicatrizes permanentes. Para cada caso em particular, há possibilidades diferentes de tipo e tamanho de cicatrizes, dependendo das condições locais. Todos os esforços (intra e pós-operatórios) serão tomados no sentido de se produzir uma cicatrização ideal, com linhas escondidas e pouco visíveis. Para tanto, deve ser aguardado o período de maturação da cicatriz desde os primeiros dias, embora possam ser disfarçadas com uma maquiagem leve. Você deverá discutir detalhadamente essa questão com seu médico.

3. QUAL O TEMPO CIRÚRGICO E O TIPO DE ANESTESIA?
Todo o procedimento leva em torno de duas a três horas, dependendo da programação cirúrgica. Na maioria dos casos, a operação é realizada sob anestesia local, com uma sedação realizada pelo anestesiologista.

4. O QUE ACONTECE NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO?
Os pacientes raramente se queixam de dor neste procedimento, embora não possamos garantir tal evolução, uma vez que o limiar de dor pode variar significativamente de uma pessoa para outra. Caso exista algum desconforto, as medicações convencionais são suficientes para resolver o problema, sempre com o devido conhecimento e prescrição do médico. O inchaço costuma ser moderado nos primeiros dias, quando o repouso é fundamental. Manchas vermelhas ou arroxeadas podem se instalar ao redor da face, persistindo por uma a duas semanas. Os pontos são retirados entre o sétimo e o oitavo dia, e a melhora do edema costuma acontecer até a segunda semana, após a qual haverá ainda um inchaço residual e discreto que poderá persistir por alguns meses, sem impedir que o paciente continue suas atividades sociais cotidianas. Os esforços físicos e a exposição ao sol devem ser evitados nesse período inicial.

5. QUAL O TEMPO DE INTERNAÇÃO E QUE TIPO DE CURATIVO É REALIZADO?
O paciente costuma receber alta no mesmo dia, ao final da tarde. Durante as primeiras 24/48 horas, os pacientes ficam com uma bandagem de atadura que chamamos de ”capacete”, pois apenas parte da face fica de fora. Esse curativo tem por objetivo manter em repouso a área operada, com uma discreta compressão sem traumatismo ou manipulação. No primeiro dia, o capacete é trocado, caso necessário. Já no segundo dia, é completamente retirado, sem que haja qualquer outro curativo externo.

6. QUANDO TEREI O RESULTADO DEFINITIVO?
Normalmente, entre três e seis meses depois, pois já não haverá mais inchaço residual. Entretanto, logo após o primeiro mês, já se observa uma grande redução do edema com o aspecto desejado de uma face mais jovial. As cicatrizes, por sua vez, deverão passar por todas as fases de maturação até que se atinja o resultado esperado, dentro de 6 a 18 meses. Durante esse período, algumas atitudes poderão ser adotadas nos retornos, no sentido de se otimizar o processo de maturação cicatricial.

7. QUANTOS ANOS VOU REJUVENESCER?
Esse é um dado matemático que ninguém pode precisar, uma vez que a ciência médica não é exata. É certo que não se pretende transformar um rosto de 50 anos em outro de 20, mas o objetivo é amenizar traços e marcas exageradas do tempo e, assim, devolver leveza e suavidade ao rosto de sua própria idade.

8. AFINAL, O RESULTADO COMPENSA?
Sem dúvida, compensa – se você está ciente do que deseja e o cirurgião puder lhe propiciar aquilo que você pediu. As fotografias de pré e pós-operatório poderão comprovar a grande melhoria da expressão facial. Entretanto, é importante levar em consideração o fato de que a ritidoplastia, isoladamente, não proporciona tudo aquilo que é possível atingir no rejuvenescimento da face. Muitos pacientes poderão se beneficiar ainda da cirurgia das pálpebras, peelings, botox, preenchimentos e outros.

9. QUANDO PODEREI UTILIZAR MAQUIAGEM NOVAMENTE?
O tempo para o uso de maquiagem varia de paciente para paciente. O médico deverá orientá-la.

10. QUANDO POSSO LAVAR OS CABELOS?
No dia seguinte. Não há restrições quanto ao banho, somente recomenda-se a utilização de sabonete neutro.

11. É NECESSÁRIO CORTAR O CABELO PARA FAZER O LIFTING?
Não. Em alguns casos, o cabelo ajuda as esconder as cicatrizes.

12. ALGUMAS RECOMENDAÇÕES PARA A RITIDOPLASTIA.

PRÉ-OPERATÓRIO:
1. Comparecer à clínica no horário previsto;
2. Comunicar qualquer anormalidade que possa lhe ocorrer quanto ao seu estado geral, até a véspera da internação;
3. Não fazer maquiagem no dia da internação;
4. Trazer roupa (blusa) de abotoar, e não camiseta, pois o capacete vai atrapalhar a sua colocação;
5. Venha acompanhado(a) para a internação e saiba que não poderá retornar para sua casa dirigindo.

PÓS-OPERATÓRIO:
1. Repousar em decúbito dorsal com cabeceira elevada, o que deverá reduzir o edema e o risco de hematomas;
2. Alimentação leve no dia da cirurgia e livre a partir do dia seguinte. Carnes, leite e ovos (proteínas) são recomendados, assim como vitaminas de frutas;
3. Evitar sol, vento e friagem nos primeiros dias, bem como leitura;
4. Obedecer à prescrição médica;
5. Voltar ao consultório para curativo e revisão nos dias estipulados;
6. Evitar traumatizar ou mesmo “coçar” as cicatrizes;
7. Dependendo de sua evolução pós-operatória, você poderá voltar às suas atividades normais após alguns dias.

Observação importante: Por determinação expressa em Resolução do Conselho Federal de Medicina e ainda pelo Regimento Interno da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, fica PROIBIDA a apresentação de casos com fotografias de pacientes em pré e pós-operatório, independentemente de se poder identificar a pessoa ou não, mesmo que haja a autorização expressa das mesmas. Justificamos, portanto, a não apresentação de tais imagens, e acreditamos que a maior compreensão dos possíveis resultados somente poderá ser atingida durante a consulta médica.